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Um retorno aos meus silêncios... nem tão verdes agora!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mais alguns castelos...


E, mais uma vez, os castelos rosas que ficaram cinzas e desabaram estão sendo reconstruídos num lindo tom azul.
         Eu já não grito mais e não choro. Sou só um ente que passa pela vida sem tocá-la, sem senti-la. Nada é igual... nada é igual a ninguém. Enquanto ninguém é importante, nada vai ser igual. Mas ninguém não é importante e nada... nada nunca existiu. Foi só uma lembrança. Um holograma. Talhado a ferro e a fogo. Como pode isso? Não pode. Mas nada pode. Nada pode tudo.
         Eu não deliro mais. A utopia acabou. E a rosa vermelha ganhou companhia. Agora, são duas. Proteção em dobro, mas continuo triste, sem nada, nem ninguém, embora não quisesse mais ninguém.
         Alguém me disse que queria alçar voo. Não me surpreendi, na realidade, esperava que isso acontecesse. O que fazer? O destino decide por nós. Sempre decide.
         Eu não sou mais uma desvairada, uma louca que busca a perfeição. Ela não existe. Você não existe. Eu não existo. Somos todos hologramas. Porém, mais uma vez, o tempo  parou para que eu descesse à terra e eu visse(vi) você, você me visse(viu). E só. Mais do que isso, seria especulação.
 A.Yunes